- E aí Tori, já tem algum plano pra se vingar da Ambre? -Perguntou Íris.
- Infelizmente, ainda não. -Falei cabisbaixa.
- Que tal se colocarmos cola na cadeira dela ou tacar fogo naquele cabelo oxigenado? -Falou Rosalya com um sorriso de psicopata nos lábios. Todas nós começamos a rir dela.
- Rosalya e seus planos infalíveis. -Debochou Mell ainda as gargalhadas.
- Mas bem que seria uma boa! -Falei e surgiu uma áurea negra sobre minha cabeça.
- Meninas temos que arrumar um nome pro nosso grupo. -Falou Vih. É isso mesmo, Violette estava deixando sua timidez um pouco de lado e começando a interagir mais com a gente.
- Hum... Pode ser GTA’s?! -Falou Kin.
- Gatas, tigresas em ação? -Perguntou Mell.
-Não bobinha. -Falou Kin dando um tapinha na testa de Mell. - Grupo terrorista Anti-Ambre. -Completou.
- Ata.. -Falamos eu, Rosa, Mell, Vih e Íris ao mesmo tempo.
- É um nome bem legal. -Falei. - Vocês concordam meninas?
Todas fizeram que sim com a cabeça e fomos para o refeitório. Compramos nossos lanches na cantina e nus sentamos em uma mesa que estava vazia perto da porta e ao lado da mesa onde estavam Castiel, Lysandre e Armin. Este ultimo não parava de olhar pra Kin.
- Hi hi. -Riu Violette baixinho. - Armin não para de te olhar Kin.
- Deve ta impressionado com a quantidade de comida que a Kin come. -Falei rindo de Kin que ficou corada.
Kin estava comendo um bolo que havia comprado na cantina.
Ela engoliu o pedaço de bolo que estava em sua boca e foi logo falando irritada:
- Se ele não parar de olhar pra cá, eu vou até ele e vou fazê-lo engolir esse prato!
Todas caíram na gargalhada. Armin se levantou e veio em nossa direção, como se quisesse falar algo, mas quando estava bem perto da gente, virou-se e saiu pela porta.
Depois do recreio, fui para a aula de matemática. Fiz dupla com Nathaniel que acenou pra mim assim que eu apareci na porta.
- Oi Nath. -Cumprimentei-o.
- Olá Tori. Como Vai? -Perguntou Nathaniel.
- Bem. Obrigada. -Respondi. - Então, como foi as coisas em casa? -Eu sei. Sou muito curiosa. Fazer o que né, Rs.
- Meu pai me deu um longo sermão. E eu prometi a ele que nunca mais iria sumir daquele jeito.
- Realmente, você deixou a gente muito preocupada.
- A gente? -Indagou Nathaniel arqueando uma das sobrancelhas.
- Putz! Ferrô. Porque fui dizer “a gente”? Ele vai achar que... Que eu particularmente, que estava preocupada com ele. -Pensava eu desesperada.
- Ei vocês dois... Que não param de conversar! -Era a voz de Alice, nossa professora de matemática nus chamando a atenção.
- Obrigada Prof, me tirou de uma saia justa daquelas. -Agradecia mentalmente.
- Já que vocês dois não estão prestando atenção na aula, poderiam ir até a biblioteca e pegar dois livros para as novas alunas? -Perguntou a professora.
“Novas alunas?” Eu não sabia que havia chegado novatos na escola. Eu fiquei ansiosa para conhecê-lãs. Queria saber como elas eram e de onde vinham.
- Sim, podemos. -Respondeu Nathaniel. - Vamos Victoria?
- Tá. -Falei voltando de meus pensamentos.
Nus levantamos e fomos em direção ao corredor. Eu e Nathaniel andamos um bom tempo em silêncio. Ambos de cabeça baixa, até toparmos com Castiel...
- Olha só se não é nosso representante Babaquiel e a garota que quase morreu afogada no clube. -Castiel riu e eu abaixei a cabeça envergonhada.
- O que você quer em Castiel? -Perguntou Nathaniel já irritado.
- Uai. Um garoto não pode cumprimentar seu superior naturalmente? -Essas ultimas palavras saíram com um tom sarcástico e debochado.
- Se você fosse um pouquinho mais inteligente e um pouco menos irresponsável e imaturo... Poderia sim! -Revidou Nath.
Castiel o fuzilava com o olhar e Nathaniel fazia o mesmo. Então Castiel pegou Nathaniel pela gola da blusa o empurrando contra os armários.
Nathaniel deu uma joelhada na barriga de Castiel que fez com que ele se afastasse.
Eu estava ali imóvel, sem saber o que fazer, até que entrei na frente, entre os dois e comecei a implorar para que eles não voltassem a se agredir.
- Nathaniel, por favor! Vamos embora! -Pedi. Nathaniel percebeu que eu estava completamente apavorada e então deu meia volta e saiu me puxando pelo corredor.
- Vai embora mesmo. Seu covarde! -Gritou Castiel.
Eu virei o rosto para trás e meu olhar se cruzou com o de Castiel. Me virei mais que de imediato pra frente e continuei andando, puxada por Nathaniel. Não pude evitar de olhar para trás novamente. Castiel ainda estava parado no mesmo lugar, me fitando com um olhar triste no rosto.
Me parecia um olhar que refletia incompreensão, dor e muita solidão. Confesso que quando o conheci, não o suportava. Mas naquele momento senti muita pena dele.
Eu e Nathaniel chegamos na biblioteca e até essa hora, ele já estava mais calmo, mas mesmo assim ainda segurava meu anti-braço com muita força.
- Nathaniel... S-será que pode me soltar? -Perguntei fazendo cara de dor.
- Ah, desculpe... -Falou ele me soltando e colocando uma das mãos atrás da nuca.
- Não, tudo bem! -Disse abrindo e fechando a mão, na tentativa de fazer o sangue do meu braço voltar a circular normalmente.
Nathaniel foi em direção a prateleira de livros didáticos e começou a procurar o livro de matemática, 2º ano. Eu fiquei parada olhando pro nada presa em meus pensamentos que não saiam de Castiel e seus olhos pretos, misteriosamente tristes... no fundo.
- Tori, está tudo bem? -Era Nathaniel me tirando de meu devaneio.
Eu fiz que sim com a cabeça e Nath sorriu e começou a folhear um livro que na capa estava escrito matemática.
- Nathaniel! -Chamei.
- Sim. - Disse ele levantando a cabeça para mim.
- Você e Castiel não se dão bem? - Perguntei com a maior inocência do mundo. Nathaniel fechou a cara e respondeu friamente:
- Você viu que não!
- E por que? -Indaguei. O curiosidade danada essa minha hein.
Ele fechou os olhos, era como se tocasse na sua ferida. E depois de um longo suspiro respondeu:
- Tori isso não é da sua conta!
Eu fiquei totalmente sem graça. Minha vontade era de enfiar minha cabeça num buraco. “Vai isso que dá se meter onde não é chamado”. Nathaniel pegou os livros e nós voltamos para a sala. Ele entregou os livros á professora e nus sentamos nos nossos lugares. Graças a Deus bateu o sinal de término da aula de matemática.
Fui para a próxima aula: esporte...




















